Tuesday, November 15, 2005

Mulheres Paradoxiais - Crônica

Felipe Shikama

Se um dia encontrasse um gênio da lâmpada, com certeza eu já saberia o que pedir.
Não pediria uma mulher. Um harém? Também não.
Faria um humilde e único desejo, pois não sei quem inventou, nem onde está registrada a cláusula que determina a realização de exatos três desejos.
Mas, voltando ao desejo, desejaria apenas a capacidade de poder compreender o que se passa na cabeça das mulheres. É bem verdade que não há um chip-padrão global implantado em suas cabeças que faz com que toda espécie humana do gênero feminino deva pensar uníssona, embora se pudesse ao menos ter em mãos o esboço do mapa da esfinge já me daria por satisfeito.
Regra geral, e me desculpem as exceções, as mulheres são paradoxais. Um exemplo típico para ilustrar minha afirmação é referente a sua vaidade estética. Por exemplo, a mulher que é baixa quer ser mais alta, a mulher alta, por conseguinte, quer ser mais baixa. Já as morenas, bem, as morenas querem ser ruivas...
As ruivas de cabelos lisos preferem ser morenas de cabelos cacheados, já as loiras de cabelos cacheados preferem passar horas fazendo “chapinha alisadora”, e correndo o risco de ganhar uma queimadura na testa como o carimbo que os bois têm no lombo.
Inusitadamente, um gênio da lâmpada apareceu em meu quarto enquanto dormia e disse que eu poderia fazer qualquer pedido que imediatamente seria atendido. Prontamente pedi o que por muito tempo já havia premeditado. Compreender as mulheres.
O gênio constrangido tentava explicar que aquele desejo ele não poderia realizar:
- Desculpe- me senhor, mas se trata de um pedido impossível, um absurdo! Poderia mudaria todo o sentido do mundo! Se tal mistério fosse revelado...
Não quis mais ouvir suas embaraçosas explicações e, impaciente, eu disse:
-Tudo bem Seu Gênio, já entendi! Nesse caso, não ficaria chateado se me desse um harém, mas, por favor, traga depressa!
O gênio não voltou, e eu acordei sem nenhum desejo realizado.

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