Brasil recolhe mais de 34% do PIB em impostos
Danilo Villa Nova
Egle Lima
Fernanda Monteiro
Vanessa Rafaele
São poucas as pessoas que param para calcular o lar o quanto pagam de tos impostos por ano. Aqueles que tentam provavelmente se assustam com os resultados, pois desde a implantação do Plano Real, a arrecadação federal acaba de bater um recorde: foram R$ 31,649 bilhões contra os R$ 30 bilhões no mesmo período do ano passado, segundo dados corrigidos pela inflação.
A carga tributária incidiu 44% sobre o rendimento bruto do brasileiro. O Produto Interno Bruto (PIB) de 2004 foi de R$ 1,8 trilhão, dos quais R$ 619,2 bilhões foram para os cofres públicos. Parece muito dinheiro, mas o professor e doutor em economia Manuel Payés ressalta que ser ou não ser muito é sempre relativo, depende do retorno. “Você observa, por exemplo, a má conservação das estradas, os problemas na saúde, na educação, saneamento básico, segurança, e pensa que está pagando muito e não está recebendo, daí fica caro”, diz.
Payés comenta ainda que se comparar a carga tributária brasileira com a de alguns países europeus, o valor é baixo. Porém, nos outros países, a qualidade de vida é diferente. Não há despesas, por exemplo, com o plano de saúde e educação, benefícios que incidem no retorno. A Suécia pode ser citada como exemplo, onde mais de 50% dos tributos recaem sobre o salário. No Brasil a tributação é quase tão alta quanto lá. E aqui não se usufrui das mesmas condições sociais que os suecos.
A Reforma Tributária, que já se encontra em discussão há algum tempo no Congresso Nacional, tem o propósito de reduzir a carga tributária, simplificar o sistema e reduzir o número de tributos, que passa de 100, mas ainda não foi aprovada e nem tem um formato definitivo.O economista concorda que a Reforma tem o intuito de melhorar essas deficiências existentes no sistema tributário brasileiro, do ponto de vista da justiça social e da economia. Mas, para ele, isso tudo esbarra em interesses políticos. O fato de pagar valores tão altos se explica pela concentração de renda no Brasil ser muito forte. “10% da população acabam ficando com a metade do bolo. Poucos conseguem se apropriar de quase tudo o que é gerado da riqueza”.
Egle Lima
Fernanda Monteiro
Vanessa Rafaele
São poucas as pessoas que param para calcular o lar o quanto pagam de tos impostos por ano. Aqueles que tentam provavelmente se assustam com os resultados, pois desde a implantação do Plano Real, a arrecadação federal acaba de bater um recorde: foram R$ 31,649 bilhões contra os R$ 30 bilhões no mesmo período do ano passado, segundo dados corrigidos pela inflação.
A carga tributária incidiu 44% sobre o rendimento bruto do brasileiro. O Produto Interno Bruto (PIB) de 2004 foi de R$ 1,8 trilhão, dos quais R$ 619,2 bilhões foram para os cofres públicos. Parece muito dinheiro, mas o professor e doutor em economia Manuel Payés ressalta que ser ou não ser muito é sempre relativo, depende do retorno. “Você observa, por exemplo, a má conservação das estradas, os problemas na saúde, na educação, saneamento básico, segurança, e pensa que está pagando muito e não está recebendo, daí fica caro”, diz.
Payés comenta ainda que se comparar a carga tributária brasileira com a de alguns países europeus, o valor é baixo. Porém, nos outros países, a qualidade de vida é diferente. Não há despesas, por exemplo, com o plano de saúde e educação, benefícios que incidem no retorno. A Suécia pode ser citada como exemplo, onde mais de 50% dos tributos recaem sobre o salário. No Brasil a tributação é quase tão alta quanto lá. E aqui não se usufrui das mesmas condições sociais que os suecos.
A Reforma Tributária, que já se encontra em discussão há algum tempo no Congresso Nacional, tem o propósito de reduzir a carga tributária, simplificar o sistema e reduzir o número de tributos, que passa de 100, mas ainda não foi aprovada e nem tem um formato definitivo.O economista concorda que a Reforma tem o intuito de melhorar essas deficiências existentes no sistema tributário brasileiro, do ponto de vista da justiça social e da economia. Mas, para ele, isso tudo esbarra em interesses políticos. O fato de pagar valores tão altos se explica pela concentração de renda no Brasil ser muito forte. “10% da população acabam ficando com a metade do bolo. Poucos conseguem se apropriar de quase tudo o que é gerado da riqueza”.

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